Resenha: Sussurro – Becca Fitzpatrick

Olá, pessoas! Finalmente, pra vocês, a resenha de Sussuro, primeiro livro da série Hush, Hush, escrito por Becca Fitzpatrick. Já de início vou dizer: ADOREEEI! Mesmo! Narrado em primeira pessoa [aliás, ultimamente, um monte de livros estão assim], com uma história que envolve e que te faz lembrar de algumas outras também…

A personagem principal: Nora Gray. O pai morreu assassinado e a mãe agora fica longe grande parte do tempo, para arcar com as despesas. Uma melhor amiga um tanto louca da cabeça [me lembrou alguém.. lala], escreve no jornal da escola, tem uma patricinha como arqui-inimiga… tudo normal, uma vida comum, sem grandes planos de existência. Até que um dia, um professor tem um chilique e muda o mapa da sala. E eis que surge ele, lindão e sem alergia a vag… [tá, não vou esculhambar o purpurinado. Não dessa vez.]

Vamos ao [gostoso] par romântico: Patch [enxuga a baba]. É assim que ele pede pra ser chamado. E, mesmo sendo um garoto irritante, Nora não consegue parar de pensar nele. Músculos longos e esguios, ombros largos, olhos negros e um sorriso…. de matar! [Como ela ainda quer parar de pensar nele!?!?] Ainda mais com todas as.. uhm… diretas que ele dá. Entretanto, ele não é um garoto comum. Não mesmo. E, pra variar, a partir desse dia, a vida de Nora muda completamente. Ela passa a ser perseguida por um maníaco, fica amiga de um cara que não é bem o que ela pensava, começa a ter pensamentos estranhos e, acima de tudo, parece encontrar Patch em todos os lugares [se joga, minha filha!]. Porém, mesmo com esses encontros “aterrorizantes” [na verdade, eu descreveria como "elétricos"], ela se sente cada vez mais atraída por ele, ao mesmo tempo em tem a estranha sensação de que ele sabe demais sobre a sua vida. Isso sem contar as vezes em que sente como se ele estivesse dentro da mente dela.

Tudo muito estranho… mas, ao mesmo tempo, apaixonante. Contrariando todos os apelos de sua mente pra ficar longe dele, ambos acabam se aproximando de maneira irreversível. E Nora descobre muito mais do que as respostas que procurava… ela fica no meio de uma disputa antiga, entre seres que ela nunca imaginou existirem.

O livro me lembrou muito Para Sempre… Mas definitivamente, gostei DEMAIS desse aqui. Gosto do assunto, já conhecia muita coisa que a autora colocou no livro. Mas ela colocou uma coisinha nele que definitivamente me deixou de queixo caído. Patch. Caramba. Contrariando alguns personagens recentes, ele deixa bem claro que está afim de Nora. Na verdade, deixa mais do que claro. Mostra isso de todas as formas!

Acabei matando algumas charadas logo quando elas eram lançadas, e também entendi mais do que a autora queria dizer, por já conhecer o assunto. Mas, de maneira nenhuma eu deixei de me encantar. Li o livro bem rápido, e fui gostando a cada instante. Por gosto pessoal, eu teria achado mais interessantes algumas coisinhas, porém, ainda assim, é um dos livros mais legais que eu li ultimamente.

Recomendo! A capa é linda, o Patch é lindo, a história é legal, o Patch é lindo… tudo é legal. Quem leu Para Sempre, vai ver um pouco aqui, assim como um pouco de Crepúsculo. Mas a história tem todo um lado original, portanto, não fiquem bravos com comparações. O mundo literário vive disso, afinal. Boa leitura!

E dica para os autores: quero protagonistas menos burras e mais atiradas. Obrigada!

Resenha: Orgulho e Preconceito e Zumbis – Jane Austen e Seth Grahame-Smith

Sim, você leu certo, e eu não errei na hora de escrever. Orgulho e Preconceito. Um clássico da literatura universal escrito por Jane Austen. Ok, ok… agora, simplesmente coloque mais um elemento na história: zumbis. O livro passa agora a se chamar Orgulho e Preconceito e Zumbis. Uma grande melhora, não é mesmo?

O livro segue as direções da história original que, pra quem não conhece, fala sobre o romance entre Elizabeth Bennet e Sr. Darcy, onde o orgulho, o preconceito e desentendimentos combinam para complicar o relacionamento e tornar a felicidade ainda mais difícil. Em resumo, é claro, já que a resenha não é sobre o livro original [que é uma boa pedida por sinal!]. Aqui, a grande diferença se encontra no fato de que há uma praga atingindo a Inglaterra: zumbis. Isso mesmo, mortos-vivos que se levantam do túmulo querendo cérebros, pernas, braços e entranhas em geral.

Entra em cena a família Bennet, onde a mãe, só pensa em casar as filhas e o pai em mantê-las vivas. Pra isso, suas cinco filhas fizeram um treinamento severo na China, e, tirando as duas mais novas [totalmente desmioladas] e a do meio que não aparece muito, as mais velhas Jane e Elizabeth são exímias lutadoras. Jane é mais ingênua, principalmente em relação ao caráter das pessoas, mas Elizabeth… Ou seja, ao invés de termos apenas uma mocinha que quer mais do que aquilo que é comum às moças da época, temos uma.. an… doida! Pra falar a verdade, minha primeira impressão é a de que Elizabeth é viciada em cortar cabeças [adooooro essas coisas!].

E temos também a família Bingley, trazendo consigo, o Sr. Darcy, amigo íntimo deles. Começa a haver encontros cada vez mais freqüentes entre Elizabeth e o Sr. Darcy, estes marcados, em geral, por conflitos. O Sr. Darcy é orgulhoso e não gosta da família de Elizabeth, o que não impede que ele se apaixone por ela. Mas, quando ele pede ela em casamento… ela o recebe com um belo chute e com o atiçador de fogo, querendo arrancar-lhe a cabeça. Eu disse, ela é doida!

Enfim… o restante do livro vai desenrolando essa história, sempre, é claro, conturbada por ataques de zumbis comedores de cérebros. O livro conta com algumas ilustrações bem interessantes, por sinal.

De fato, achei essa versão bem engraçada. Só que, como sempre, eu ainda fico besta quando leio as personagens comentando sobre o treinamento Shaolin delas. Sinceramente, pra mim é algo que não agradou tanto. Afora isso, e também afora o hábito de Elizabeth de sempre querer defender sua honra cortando fora cabeças com sua katana, o livro ficou bem interessante. Não é um livro que entra no meu top 10, sei lá, não consigo ver tanto esforço em colocar zumbis no meio de uma história já existente, mas não deixa de ser engraçado. É uma releitura de um clássico que, pra quem não conhece o original [ou não tem saco pra histórias de época]. Então, aproveitem.

Resenha: O Hipnotista – Lars Kepler

Caraca! Como faz tempo que eu não faço nenhuma resenha nova. Sei que tô devendo algumas, não esqueci, mas com trabalho, faculdade e tudo mais, definitivamente me falta tempo. Mas acabei de ler o livro, depois de um longo tempo sem ler nada de novo, e me bateu a vontade.

O Hipnotista, de Lars Kepler, que na verdade é um pseudônimo do casal Alexandra e Alexander Ahndoril. Me chamou atenção de cara, logo que foi lançado pela Intrínseca. A hipnose, não aquela que faz pessoas imitarem galinhas, mas aquela que pode ser usada como tratamento psiquiátrico é uma coisa que sempre me chamou a atenção. Não é novidade o fato de que me interesso muito por esses assuntos, né? Além disso, envolve assassinato, trama policial, coisas das quais eu também gosto, então comprei o livro.

Já de cara: uma família brutalmente assassinada. Apenas dois sobrevivem, a filha mais velha, por não morar com os pais, e o filho do meio, Josef, que está em estado crítico. Achando que o assassino tentava eliminar a família inteira, o detetive Joona Lina recorre a Erik Maria Bark, que abandonou a hipnose anos antes, mas que acaba cedendo para conseguir salvar a vida da garota. Não sou besta de falar o que acontece, ainda mais porque é só o início do livro. Pouco depois, é como se fosse inserida uma trama paralela, relativa à vida do psiquiatra. O fato de ele exercer a hipnose novamente fez com que a mídia caísse em cima dele, especulando, condenando, aquela coisa básica. Mas, a partir daí, outras coisas vão acontecendo. Tentando resolver os problemas [e coloquemos que aí aparecem um monte, sequestro, chifre, gangues, brigas de família e por aí vai], Erik começa a lembrar de seu passado buscando os responsáveis pelos problemas do presente.

Confesso que acabei ficando um pouco confusa, talvez pelo fato de ter largado o livro por conta da faculdade [ou por eu ter problemas, mesmo], mas, mesmo assim, achei um pouco complexo o fato de envolver várias coisas ao mesmo tempo, sendo que essas coisas se relacionam por eventos que não necessariamente se relacionam. Dá pra se fazer a linha massacre-hipnose-problemas, mas, conforme o livro se desenvolve, é possível ver que os problemas não necessariamente se relacionam com o massacre. Além do mais, algumas coisas no livro acabaram por se tornar um pouco desnecessárias. Não desinteressantes, mas o enredo traz uma impressão de duas tramas em separado, que se unem por muito pouco. Daí o fato de eu sentir uma falta de ênfase em algumas coisas, principalmente no caso do massacre da família, que acaba sendo deixado um pouco de lado. Mas todos deixariam de lado qualquer coisa se o problema batesse na sua porta, certo? É o que aparece na sinopse do livro, portanto você é atraído [pela desgraça] por essa trama. E de repente, o foco muda para os problemas na vida do psiquiatra, sendo que a relação entre ambas as situações são a suspeita do assassino ser um sequestrador e de o detetive se envolver na história toda.

Não sei se consegui passar a minha impressão. É [que sou burra mesmo e o sono está me afetando] falta de hábito em descrever as coisas. Acontece. Além do mais, também estou com pensamentos conflitantes em relação ao livro, mas quis aproveitar enquanto está fresco na cabeça. Não digo que ele é ruim, pelo contrário, achei bacana, explorou temas que me interessam, mas acabou por deixar outros interesses de lado. É uma boa leitura, você se sente preso, pois tudo muda muito de repente, tudo se entrelaça e desenlaça com muita facilidade, embora o sentimento de “estou perdido” aconteça por conta de algumas voltas que o livro dá. Eu esperava um pouco mais, mas o livro é legal.

Portanto, fica aí a dica de mais um livro. Não é uma leitura leve, requer um pouquinho de atenção, mas vale a pena.

Beijos, povo!

Recomeçar?

Bom, vamos ao momento clichê: mais um ano que passou, blá, blá, blá, tempo passa rápido demais, blá, blá, a vida é curta, vamos aproveitar, blá, blé, blí, bló, vamos fazer diferente. Diferente? Jura?

Eu sou a primeira a assumir, do ano passado pra esse, não mudei em nada. Falei que ia estudar e voltei a virar a noite fazendo trabalho de véspera; falei que ia mudar de emprego, mas continuei, fiquei doidona e me mudaram de setor, mas continuo no mesmo hospital sacana; falei que ia economizar, continuo sem dinheiro; falei que ia ser mais compreensível, menos turrona, mais maleável, mais um monte de coisa. Só falei, falei, falei. E o que eu realmente mudei?

Quando paro e penso, logo me vem o “nada” na cabeça. E é basicamente isso. Mas, pra variar um pouco, levei muito tombo, chorei, me ferrei. E levantei, continuei, tentei. E querendo ou não, isso até que foi bom. Faz parte, como dizem muitos por aí.  E é aí que eu percebo que mudei um pouco, sim.

Deixei de lado coisas e pessoas que me faziam infeliz pra tentar ficar perto de quem realmente gosta de mim [tá, admito, acho que é só minha cachorra, mas ainda assim]. Tô tentando deixar de ser burra e só fazer pelos outros e tô tentando me concentrar um pouco mais em mim. Ok, um pouco egocêntrico, eu sei. Mas é o que tem acontecido. Mais uma vez, posso dizer que cansei de ser boazinha. Só que isso não adianta, aliás, nunca adiantou, porque eu sempre acabo pensando nos outros ao invés de pensar em mim. Mas vou fazer o que? É assim que eu sou. Infelizmente? Ou será que alguma hora isso vai valer a pena?

Afinal, dias bons e dias ruins todo mundo tem. A questão é fazer com que todos eles valham a pena. Complicado, não?

Resenha: A Menina Que Não Sabia Ler – John Harding

Bom… estava interessada nesse livro há algum tempo, principalmente por causa da sinopse… Então, recentemente consegui comprá-lo. E vou apresentar a história pra vocês antes de fazer qualquer comentário.

A Menina que Não Sabia Ler, de John Harding: No ano de 1891, uma mansão velha e decadente é a casa de duas crianças, Florence e Giles. Florence, que é a “pessoa” que narra a história é uma garota de 12 anos que teve sua educação negligenciada pelo tio e tutor [que só bancava a instrução do menino...].

Entretanto, como criança é tudo um bando de peste que nunca se contenta com pouca coisa, ela aprende a ler sozinha, graças ao fascínio exercido pela enorme biblioteca do lugar, é claro que dando um jeito de esconder tudo dos criados. A situação de Florence muda quando a nova preceptora de Giles, Srta. Taylor, entra em cena [2ª nova, já que a primeira bateu as botas de uma forma "trágica"].

Florence sempre sonhou com uma mulher que ameaçava a vida de seu irmão [sonhos que geravam crises de sonambulismo, além de deixar a guria toda agoniada...], sendo que agora, o sonho parece estar se tornando realidade. A Srta. Taylor parece esconder algo por trás da aparente afeição por Giles, isso é claro sem contar a forma estranha como age… Mas será que isso tudo não é só uma fantasia de Florence? Ou será que há algo mais por trás de tudo isso? O que é que a casa e seus moradores tem de estranho?

O desenrolar da história vem com as suspeitas da menina sobre a nova preceptora, umas suspeitas bem estranhas e fantasiosas,  nas quais ninguém acreditaria. Enquanto isso, há também as visitas de Theo, o desengonçado, que tenta roubar bitocas de Florence

Pra todo mundo, acho que lembraria o clima do filme Os Outros, né?  Bem, lembra um pouco sim… Mas pra mim, a coisa foi mais embaixo. Sabe quando você sente que já leu uma coisa antes? Quando você sente uma familiaridade estranha com o texto… pois bem, eu tava com isso me cutucando desde o início do livro, mas logo quando o autor descreve a chegada da primeira preceptora foi que me veio a luz. Pra mim, no início, o livro era como uma segunda versão de uma história, contada por um personagem diferente. Isso porque eu li um livro [clássico da literatura] chamado “A Volta do Parafuso” de Henry James. A história é assim: uma preceptora que vai trabalhar em uma mansão decadente, pra cuidar de duas crianças ignoradas pelo tio e tutor. Só que, então, começam a acontecer coisas estranhas na mansão… E aí… alguma semelhança?

Essa foi a minha impressão inicial do livro: o autor catou uma história, mudou alguns detalhes [como nomes], e botou o foco em outra pessoa. Maaaaaas…. essa foi a minha impressão formada com o começo do livro. Entretanto, após esse “eita, que que é isso?!” inicial, a história vai mudando, sem embarcar na cópia no mesmo esquema do livro de Henry James. Na verdade, ela se aprofunda em um suspense bem diferente.

Ao mesmo tempo em que tem um potencial imenso, em relação ao suspense que envolve a nova preceptora, eu achei um livro um pouco arrastado. Como as coisas são contadas pelo ponto de vista de Florence [uma garota de 12 anos influenciada por um vício em literatura], há um foco muito grande nas suspeitas e na angústia dela em tentar descobrir o que se passa e tentar impedir o plano maléfico da mulher. Não chega a criar um suspense no estilo Capitu traiu ou não Bentinho [não ela não traiu, Bentinho que era doido!], pois traz um final bem… interessante [final que já vinha como uma hipótese a me cutucar].

Confesso que eu fiquei um pouco.. huumm… não diria chocada, mas revoltada, talvez, em relação as atitudes completamente obsessivas da menina. Sinceramente, não dá pra dizer se eu gostei ou não do final, e isso eu não sei explicar… foi um final no estilo “hum, que mais”, já que talvez pudesse ter algumas explicações a mais, só que reconheço que isso poderia ter tirado todo o sentido do livro.

Resenha: Jane Austen – A Vampira – Michael Thomas Ford

Jane Austen. Só esse nome já basta pra trazer a memória histórias clássicas como Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade… E sabemos, também, sem nem precisar de uma pesquisa no Google, que ela é uma autora que viveu e MORREU há séculos atrás, certo? Bom, de acordo com o livro de Michael Thomas Ford, não é bem assim. Jane Austen viveria entre nós ainda hoje e, mais que isso, ela é uma VAMPIRA [Aham, senta lá, Cláudia!].

De início, confesso que achei um tanto “estranho”, mas algo que poderia ser interessante, então, a Editora Lua de Papel me mandou um exemplar. E confesso que adorei!

O livro, que se passa nos dias de hoje, narra a vida de Jane Austen, agora Jane Fairfax, que mora em uma cidade pequena dos Estados Unidos.

Dona de uma livraria, ela se revolta por não receber direitos autorais e pelo uso indevido de sua obra [afinal, quem não se irritaria ao ver seu nome usado em um livro de ginástica só pra gerar dinheiro?]. Mas a revolta, claro, é em silêncio, já que ela não pode fazer nada. E tudo fica pior porque nenhum editora se interessa por seu “novo” livro. Básico.

Quando ela está prestes a desistir de ser publicada, uma esperança surge: um editor se interessa desesperadamente pelo livro dela. E em poucos dias, lá está ela, assinando um contrato! Mega Legal! Até que ressurge seu criador: Lord Byron [uhuuuuu!!!!].

Ela teve um romance com ele e o abandonou séculos atrás e desde então ele a quer de volta. Pra conseguir o que quer, ele simplesmente ameaça sua amiga Lucy e seu pseudo-namorado Walter. Mas esse não é o maior problema que Jane tem que enfrentar. O problema vem na forma de Charlotte Brontë, que também é uma vampira, mas que não passa de uma doida [e põe mega doida nisso]  ressentida por não ser tão popular quanto Austen. Ela acusa Jane de ter roubado a história dela, e mostra uma cópia do manuscrito original. Manuscrito que tinha sido presenteado a Byron por Jane. Mega rolo.

O livro é um romance. Claro que temos algumas referências históricas, mas nada que afete muita coisa. E o mais importante: apesar de Jane ser uma vampira e precisar de sangue pra viver, nesse livro o vampirismo não é o tema principal. O principal é realmente o romance. Ela precisa esconder seu segredo, conviver com dois mundos ao mesmo tempo, mas ela é muito mais humana do que vampira.

Vampiros aqui só são imunes a doenças e saram mais rápido que o normal, mas comem de tudo, saem no sol, dormem.. exceto o sangue de vez em quando, ela tem uma vidinha bem humana, e Byron a acusa de ter se distanciado de seu lado vampiro, isso sem contar o que ela nem aproveitou.

Pra mim, o foco mesmo ficou em sua vida atual, em seu romance engata-não-engata com Walter, a rotina de se transformar em uma autora de sucesso. O fato de ela ser uma vampira, pra mim, deu um pouco mais de charme na história [e me fez pensar se ela não está se revirando no túmulo agora XD].

O livro joga algumas pontas que podem dar uma bela continuação, e esta talvez com muito mais ação, mas nada que deixe as pessoas muito aflitas por não saberem de nada. Eu realmente gostei do livro, li ele rapidinho, e fiquei, sim, com um gostinho de quero mais. Espero que vocês aproveitem.

Resenha: O Livro Perdido das Bruxas de Salem – Katherine Howe

Mas não se esqueça. Só porque você não acredita em alguma coisa não quer dizer que não é real.

O Livro Perdido das Bruxas de Salem. As palavras “livro”, “perdido”, “bruxas” e “Salem” me chamaram a atenção direto. Pra variar, vou dizer que curto o assunto. Antes de falar sobre o livro vou falar sobre a autora. Katherine Howe, americana, descendente de Elizabeth Howe e Elizabeth Proctor. Ambas, acusadas de bruxaria em 1692, e a última escapou só por estar grávida. Isso deve ser algo interessante de se ter na árvore genealógica.

Para aqueles que não conhecem a história, em 1692, a cidade de Salem foi assolada por denúncias de bruxaria. Em pleno auge do puritanismo na América, e entende-se por puritanismo uma religião onde não se bastam boas ações para ser agraciado, era Deus quem decidia quem seria ou não agraciado.

As coisas ruins que aconteciam eram, em geral, vistas como forma de desaprovação divina. Portanto, era preferível tratar como bruxaria acontecimentos como gado doente, leite azedo e doenças, ao invés de se imaginar como um não-agraciado.

Para resumir, quando algumas crianças, filhas de autoridades locais adoeceram, estas acusaram o motivo: bruxaria. Então, ínumeras pessoas foram acusadas, culpadas e enforcadas por esse crime.

Entra então a questão que norteou a autora: e se, na realidade, ao invés de ser uma desculpa para outros motivos, houvessem realmente bruxas em Salem? E se os praticantes de bruxaria realmente existiram?

Voltemos ao livro. Durante as férias, Connie Goodwin, uma estudante de doutorado, precisa se mudar para a casa de sua avó, nas proximidades de Salem. A casa, porém, é completamente diferente daquilo que ela esperava, não tem nem energia elétrica!

E é durante uma faxina que ela encontra, dentro de uma Bíblia antiga, uma chave, e dentro da chave, um nome: Deliverance Dane.

Ao pesquisar sobre isso, ela encontra muito mais do que um bilhete perdido, mas também a fonte primária para sua tese de Doutorado. Imagine só, como seria bom, para uma historiadora, ter uma tese sobre uma bruxa de Salem desconhecida por todos esses anos!

Quem era ela? Por que seu nome apareceu naquela casa? O que realmente aconteceu? E  aqui, para aqueles que conhecem um pouco a rotina acadêmica dessa área de estudo, segue-se uma exteeeensa pesquisa, onde ela descobre que Deliverance Dane deixou um livro incomum. Seria esse um livro de feitiços? Porém, como obter essa resposta se o livro havia se perdido?!

Connie fica dividida entre a curiosidade por conhecer a história, as tarefas de organizar a casa da avó, os encontros com Sam, um possível-futuro-alguma-coisa e as pressões de seu orientador, que aumentam conforme o professor vai ficando mais estranho. Com tudo isso na cabeça, ela fica ainda mais perturbada com estranhos eventos que estão acontecendo na casa e com ela mesma. Bem intrigante.

E tudo isso ainda é entremeado pelo passado. A autora conta também a história de Deliverance Dane, sua vida e a de suas descendentes, mostrando qual a verdadeira natureza dos eventos ocorridos e, claro, delas mesmas. E detalhe: vários nomes citados nessa  parte são de pessoas reais, e aqui vale dar um destaque para a intensa pesquisa feita pela autora em relação aos fatos e costumes daquela época.

Eu gostei do livro. Me identifiquei pacas com a personagem principal, já que este pode ser um dos caminhos do meu futuro. [E agora eu vejo com certeza: alguns intelectuais acadêmicos são um pé no saco, mesmo]. Além disso, eu gostei bastante das questões que aparecem no livro [acabei de passar um bimestre lendo sobre a ética puritana em sociologia], não é simples invencionice, pelo contrário, dá pra perceber que rolou uma extensa pesquisa sobre o assunto.

Por ser um obra de ficção, não pode faltar, é claro, uma trama que envolva outros elementos. E esse elemento fica a cargo de Sam, o possível romance futro dela. Além da parte boa, há também o mistério que anda sondando a vida dela: por que as enigmáticas dores de cabeça? Por que alguém queimaria a porta de sua casa? Por que seu orientador andava tão estranho e tão ligado a pesquisa dela?

Muitas coisas eu matei logo no início do livro, já tinha dado pra sacar o que ia acontecer. Mas eu realmente me surpreendi com outras. Em suma, gostei dele. É interessante de ler, não só pra quem curte um romance, mas principalmente pra quem curte um pouco de história, quem quer discutir algumas questões sociológicas, quem quer uma distração, inclusive.

Resenha: Série A Viagem – Terry Brooks

Pra mim é muito difícil falar dessa série, porque ela simplesmente me surpreendeu. Além disso, eu tenho uma vontade totalmente insaciável de saber mais sobre esse universo criado por Terry Brooks, que tem uma porção de livros que contam a história de Shannara, acho que quase 20 livros ao todo, com várias histórias diferentes, porém, pra minha eterna tristeza, só três saíram aqui no Brasil, publicados pela Bertrand Brasil: Ilse, A Bruxa, Antrax, a Criatura e Morgawr, O Mago. Posso dizer que essa série tá no meu top 10. [Mas quantas não estão!!?] E eu adoro. Mas vamos a um “resuminho” da história…

Um belo dia, o corpo de um elfo aparece boiando nas praias da Divisa Azul. Ainda estava vivo, mas em um estado de total inanição. Porém, esse elfo de origem desconhecida atrai muita gente… e é aí que se revela uma história a muito esquecida.

Trinta anos atrás, o príncipe elfo Kael Elessedil, irmão do atual rei, liderou uma expedição em busca de uma magia lendária considerada a mais antiga e a mais poderosa que qualquer outra no mundo. Esse corpo é então, a primeira notícia que se tem da expedição desde aquela época.

Querendo saber mais sobre essa história, Walker, o último Druida, convence o Rei, pouco antes de sua morte, a permitir que seja feita uma nova expedição, para que se descubra o que aconteceu e, se possível, recuperar as Pedras Élficas e a magia desconhecida. Para isso, ele recruta indivíduos bem peculiares…

Para pilotar a nave [uma espécie de navio voador] os melhores são os Rovers, uma espécie de piratas, ciganos e mais um monte de coisas. Apesar dos vários que foram, vou destaca dois: Ruivão e Ruivinha [adoooro], irmãos que aceitam a viagem por dinheiro, aventura e pra fugir da prisão [mas eles são honestos, tá!].

De resto, temos Bek Rowe e Quentin Leah; Truls Rohk, uma criatura meio homem, meio enigma; uma vidente; um príncipe elfo; cavaleiros alados… Enfim.. pessoas que de alguma forma podem contribuir com a viagem.

Entretanto, há uma outra pessoa interessada na magia perdida. Ilse, a Bruxa, inimiga de Walker e discípula de Morgarw. Ela, assim como o Druida, conhece os segredos que o elfo trazia, e, vendo nessa viagem a oportunidade perfeita para concretizar seus planos, também atravessa o oceano para chegar até o local.

Após meses de viagem, e inúmeros perigos para conseguirem as pistas necessárias, eles chegam até esse lugar místico, abandonado desde tempos imemoriais, após a grande guerra. O que eles não sabem é que o lugar é habitado por uma criatura. Uma criatura que controla outras, capaz de coisas inimagináveis. Se antes o livro já tinha uma boa dose de ação… agora, a coisa pega fogo. Literalmente.

Portanto: caos total! Aqueles que ainda continuam vivos se separam, e então… surgem as muuuitas revelações. Revelações bombásticas para uns e para outros.

Presos em uma terra desconhecida, perseguidos por uma bruxa doida, capaz de tudo para conseguir o que quer e matar o Druida, os sobreviventes da viagem se encontram isolados, sem saber sobre os outros e sem condições de voltar. É a partir disso que se desenvolvem os outros dois livros. E que sinceramente, são daquele tipo que te faz querer mais e mais.

Mas não pense que o livro é só desgraça. Tá, tem desgraça até demais. Maaaas… surge sempre uma luz no horizonte.

Enfim… me estendi até demais falando sobre os livros. Mas ainda assim, não consegui passar tudo o que eu queria. O livro aborda temas compatíveis com a realidade atual, mesmo tratados em um mundo e em uma época diferentes.

É um livro que te transporta para um outro mundo, mas que ao mesmo tempo te faz pensar nesse em que a gente vive. Te faz se apaixonar pelos personagens, e olha que tem personagem pra todo gosto.

Magia, força, história, inteligência, seres estranhos… elementos completamente diferentes, mas que se unem para criar mais uma história show de bola, pra acabar com o cofrinho de vocês.

O que eu posso dizer é o seguinte: se alguém da Editora Bertrand estiver lendo isso, PELAMOR, publiquem outros livros do Brooks. Ele é um dos melhores autores de fantasia que tem e realmente vale a pena ser trazido para os leitores brasileiros.

Resenha: Aviador – Eoin Colfer

Como os outros livros do autor, este também tem um bom ritmo e uma trama repleta de surpresas. Ao contrário de seu carro chefe, Artemis Fowl, este não conta com nenhuma fada, duende, magia… bom… talvez exista, sim, a magia… A magia de acreditar em algo e fazer de tudo para conseguir. O foco principal dele é a ciência, numa época onde as descobertas tecnológicas estavam apenas começando.

Como dito, o persongem principal, Connor, nasceu voando. Cresceu fascinado por essa imensidão desconhecida que era o céu… E além disso, sempre aprontou durante a infância, junto com a filha do Rei, que era amigo de seu pai. Porém, toda a felicidade da infância e início da adolescência se esvai ao presenciar, certa noite, o assassinato do Rei. Apanhado pelo traidor, ele é usado como bode expiatório.

Culpado por um crime que não havia cometido, sem chances de defesa e ignorado por aqueles que amava, Connor é mandado para as Salgadas, a prisão de segurança [e sofrimento] máxima. De lá, ninguém conseguia fugir. Os únicos tolos o suficiente pra tentar, apareceram boiando na praia dias depois.

Como então provar que era inocente, salvar sua família e tirar o traidor do poder, se ele era apenas um garoto? Nesse momento, entra em cena a genialidade de Connor, provando que nem sempre força física é a melhor arma a mão.

Vale destacar aqui a mudança pela qual o personagem passa: agora, ele precisava direcionar toda sua inteligencia para mudar sua situação, bolar uma forma de escapar dali vivo e limpar seu nome. Mas como? Simples.. ele iria VOAR!

O livro sinceramente me surpreendeu. Longe de ser um livro infantil, ele se mostrou bastante denso, principalmente na mudança operada no caráter de Connor, ao ser privado de tudo que tinha para entrar em um ambiente hostil, onde sobrevivia o mais forte [ou mais esperto nesse caso], onde tudo conspirava contra ele…

Fica aí a dica. Não é um livro infantil, mas fiquem tranqüilos, não há cenas impróprias também. O ritmo de aventura, o perigo de quase ser apanhado.. prato cheio pra quem gosta do estilo.

E além disso, o livro comprova que Eoin Colfer nada mais é do que um gênio, um dos melhores autores que eu já li e do qual me tornei uma grande fã! Vide minhas explosões alucinadas por conta de Artemis Fowl, certo ^^ Mas até agora, nenhum livro dele me decepcionou, portanto, fiquem a vontade para explorar seus livros, ok?

Resenha: Eu Mato – Giorgio Faletti

Um agente do FBI em depressão, um empresário da computação, uma enxadrista, um piloto de Fórmula 1, um general do exército e um locutor de rádio. Pessoas completamente diferentes, sem nenhuma ligação aparente, a não ser Ninguém.

Ninguém é o apelido dado pela mídia a um serial killer que está abalando o principado de Mônaco. A unica pista que se tem são as ligações dele para um programa de rádio, onde ele cria uma “charada” utilizando trechos de músicas, dando uma pequena indicação de quem ele pretende matar.

Eu mato…“. Com essas simples palavras, Ninguém consegue desestruturar a vida de muitos. Principalmente depois que elas conhecem a cena do crime. Característica: as mesmas palavras escritas em sangue. Um cenário que te arrepia os pelos do corpo. Um cadáver completamente sem rosto. Uau!

Ao escrever, o autor entra em detalhes sobre a vida, o cotidiano e os pensamentos dos personagens, o que, pra quem não é acostumado com isso, pode se tornar cansativo no início, mas logo você se acostuma ;D. Além disso, como em todo livro do gênero, os detalhes são a essência, já que dão a oportunidade de conhecer o personagem, criar um perfil sobre ele.

Esse não é o livro comum onde só se descobre o assassino no final. Ao contrário. Além de o fazer com a maioria dos personagens, o autor entra também na mente e no cotidiano do assassino. Descreve seus pensamentos. E pra mim, essas são as melhores partes do livro, juntamente com aquelas onde se juntam as peças do quebra-cabeça.

E além disso.. a trama. É ela que te prende e te faz querer saber logo como, o motivo, tudo! E aqui destacam-se os detalhes novamente. O livro gira em torno de Frank Ottobre, um agente do FBI que está se recuperando de traumas passados e que se envolve nas investigações. Para amenizar um pouco a história, há sempre uma pitada de romance e de superação. O que não tira o suspense do foco.

Enfim, não sei se consigo em uma resenha passar a real atmosfera do livro. Só sei que o li em pouco tempo, sempre com uma sensação “Uau!”, com o clima de suspense pairando em volta do livro, literalmente. Para aqueles que curtem o gênero, que curtem uma boa história policial, esse livro vai suprir todas as suas necessidades. Recomendo definitivamente. Pra quem não gosta… leia também. Você definitivamente vai ficar interessado.

Resumindo o livro em poucas palavras, acho que posso dizer que ele é surpreendente, cativante, mirabolante.. enfim, coisa de doido!

E exatamente por isso eu recomendo e digo que o livro vale  a pena. Agora, só torcer pro preço do outro livro dele ficar um pouco mais competitivo.

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